Running

A maravilha do running para habitar os espaços que nos rodeiam

Quando termino uma corrida, costumo juntar as mãos 🙏 para agradecer e celebrar a maravilha do running ao lado de outras pessoas que amam o que eu amo. Acredito no running como um espaço de comunhão com o ambiente, consigo mesmo e com os outros. Porque, depois de muitos anos, posso afirmar que tudo o que se aprende ao longo do caminho — seja correndo, lendo ou conversando sobre corrida — pode ser aplicado a outras áreas da nossa vida. Correr é muito mais do que um exercício físico.

A maravilha do running
Foto: Helena Lopes em Pexels

E, claro, nem tudo no running é maravilhoso, eu sei. Os erros e as dúvidas também nos acompanham. Corremos para criar esse espaço pessoal de autoconhecimento. Aceitando todas as emoções, pensamentos e sensações que surgirem na trilha, no seu próprio e especial caminho como corredor.

Acho, assim como muitas pessoas no mundo, que o running é maravilhoso. Não existe uma, mas centenas de maneiras de interpretar a beleza de correr; no entanto, uma coisa é certa: a gente aprende a correr correndo. É uma prática que envolve não só o corpo, mas também a mente.

O que há de maravilhoso no running: experimentar na própria pele

Sentir a brisa e a luz do sol no rosto. O ritmo da sua respiração, além de tudo o que acontece interna e externamente quando corremos.

E, aos poucos, descobrir até onde você consegue chegar por conta própria, com suas pernas, sua respiração e seu coração. Não importa o tempo nem os quilômetros percorridos: é você quem define a intensidade do seu esforço.

A maravilha do running: O livro The Zen of Running

Vou compartilhar, como exemplo, uma citação que gosto muito, pois explica de forma simples uma regra básica. Ela faz parte de um livro maravilhoso escrito há mais de 50 anos, um dos clássicos da corrida contemplativa chamado: The Zen of Running.

Você será capaz de correr incansavelmente se seguir esta regra simples:

corra dentro da sua respiração, não corra à frente da respiração.

(você precisa correr para descobrir o que isso significa).

The Zen of Running – Fred Rohé, 1974.

Como você pode ver, este não é um post com dicas de running ou para aprender a correr melhor. Para questões técnicas, há muito material disponível em artigos, vídeos, inteligência artificial, redes sociais e outros.

O que busco é que você leve em consideração a parte mágica, invisível e emocional do running. Ou, como eu chamo: o lado existencial do running. Esse impulso que podemos encontrar na força da mente e do corpo. Isso faz parte da maravilha de correr: a vontade de avançar e de se deslocar de uma forma diferente por lugares conhecidos ou desconhecidos do nosso território interior e exterior.

O que há de maravilhoso no running: correr para habitar os espaços que nos rodeiam com intenção e presença. E isso, com ou sem tênis, ninguém pode tirar de você.


Obrigada por correr comigo até aqui. Escolher ler em vez de ficar rolando a tela é uma pequena declaração de independência. Se este post te deixou alguma reflexão, me conta nos comentários. E se quiser continuar, o próximo quilômetro espera por você.

Sobre a autora:

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